Eleição de Bolsonaro passa a ser questão de vida ou morte para oposição baiana

O prefeito ACM Neto (DEM) deixa a eleição de 2018 como um dos maiores atingidos pelas urnas, ainda que sequer tenha disputa um cargo no pleito.

O líder da oposição na Bahia viu encolher as bancadas de aliados na Câmara Federal e Assembleia Legislativa, além de não ter conseguido eleger Irmão Lázaro (PSC) ou Jutahy (PSDB) ao Senado.

Por fim, assistiu a uma vitória esmagadora de Rui Costa (PT) sobre seu candidato, Zé Ronaldo (DEM), e um desastre em relação à votação de Geraldo Alckmin (PSDB) – principalmente em Salvador, onde perdeu até para Cabo Daciolo.

O que aconteceu? Agora é juntar os cacos e torcer para que uma tragédia ainda maior não aconteça. E essa tragédia tem nome e sobrenome: Fernando Haddad.

Fontes do Varela Notícias informaram que uma eleição de Jair Bolsonaro (PSL) salvaria o ano de Neto, que tem muitos problemas para resolver nos próximos meses.

A lista de aliados que perderam a eleição é grande e a Prefeitura não tem como acomodar todos na reforma de secretariado que será feita após o Réveillon. Pablo Barrozo, José Carlos Aleluia, Benito Gama, Tia Eron e Antonio Imbassahy, além da questão MDB, são alguns deles. Ao mesmo tempo, Neto não pode perder o que restou de sua base porque sabe que ela será determinante para ter chances de fazer sucessor em 2020, na disputa pelo Thomé de Souza.

Por isso, a ida de Bolsonaro para o Palácio do Planalto é vista como uma questão de vida ou morte para o prefeito, segundo pessoas próximas relataram ao VN. O primeiro motivo é a esperança de manter alguns cargos no Governo Federal, visto que políticos do DEM são próximos do presidenciável. Em Salvador, por exemplo, Alexandre Aleluia é amigo de Eduardo Bolsonaro. Nacionalmente, Onyx Lorenzoni é um dos coordenadores da campanha do candidato.

Depois, a vitória de Fernando Haddad criaria um ambiente perfeito para o PT daqui a dois anos em Salvador e outras cidades onde o DEM ainda tem prefeito na Bahia.

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