Funcionária grávida é obrigada a ficar nove meses sem trabalhar e vai ser indenizada em R$ 10 mil

Uma funcionária de uma empresa de call Center foi obrigada a ficar sem trabalhar por cerca de nove meses e vai receber uma indenização de R$ 10 mil por danos morais. Segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5), de Salvador, nesta quarta-feira (04), a decisão foi tomada pela 1ª Turma, que entendeu que a funcionária estava sofrendo assédio na empresa.

De acordo com o processo movido pela trabalhadora, a empresa Atento Brasil S/A chegou a ameaçar a mulher de demissão, mas voltou atrás na decisão. Na época, o sistema Distribuidor Automático de Chamadas (DAC) passava alguns dias sem funcionar e, por conta disto, ela ficava sem atividade.

Um tempo depois, em março de 2014, ela descobriu que estava grávida e voltou a ser ameaça de demissão. Mais uma vez, a empresa recuou na decisão, contudo, a proibiu de exercer as atividades.

“Durante os nove meses em que esteve grávida a empresa não permitiu que a autora trabalhasse, esta só batia o ponto, ficando o dia todo sentada. (…) Com esse quadro de inatividade forçada, a reclamante passou a ser alvo de chacota dos demais colegas”, alegou a advogada da mulher, que não teve o nome revelado.

A empresa pode recorrer da decisão.

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