Gerente de banco chama polícia ao suspeitar de sequestro e descobre golpe do bilhete premiado

Uma idosa de 77 anos foi vítima do golpe do bilhete premiado na tarde desta terça-feira (22) na região central de Curitiba. O crime foi descoberto depois que o gerente de uma agência bancária na Rua Comendador Araújo percebeu que a mulher estava nervosa e acionou a Polícia Militar (PM), acreditando que ela tinha sido sequestrada.

“A ocorrência chegou para nós como sequestro. Nós fomos até o banco e constatamos que a idosa havia sofrido o golpe do bilhete premiado. Ela nos contou que uma mulher que se dizia humilde, de meia-idade, lhe ofereceu um bilhete vencedor de R$ 1,8 milhão, mas que ela precisava mostrar R$ 110 mil para ter acesso ao prêmio. Ela transferiu, então, R$ 50 mil para um banco e R$ 45 mil para outro. A sorte foi que o sistema bancário conseguiu travar a transação e esse valor foi estornado, mas  R$ 15 mil em espécie os golpistas levaram”, explicou o soldado Bazani, da PM.

De acordo com ele, os funcionários do banco perceberam que havia algo de errado, porque a vítima estava nervosa. “Eles conseguiram segurá-la na agência até a nossa chegada. Ela tinha sido abordada na Avenida Iguaçu e trazida até o banco. Os criminosos devem ter fugido ao avistarem a viatura. É preciso ter muita cautela nesses casos, principalmente os idosos, para não cair nesses golpes”, finalizou Bazani.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado sobre o caso, que deve ser investigado pela Polícia Civil.

O golpe

O golpe do bilhete premiado é um dos mais antigos aplicados por estelionatários. Eles apresentam à vítima um falso bilhete da loteria, com um valor alto a ser retirado. Em seguida, os bandidos dizem que estão com dificuldades de retirar o dinheiro – geralmente apresentando uma pessoa que se finge de humilde – e sugerem que a vítima compre o bilhete por um preço mais baixo, induzindo-a a acreditar que ela sairá ganhando. Nisso, ela dá dinheiro ou bens por conta própria aos golpistas.

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