Polícia baiana já apreendeu mais de 3,8 mil armas em 2017

Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) apontam o crescimento no número de armas apreendidas pela polícia no estado. O órgão destaca o grande número de armamentos de grosso calibre e com grande poder de destruição que foram apreendidos desde o início do ano.

De janeiro a setembro de 2017, 22 fuzis foram apreendidos contra sete, durante todo o ano de 2016, um aumento de 314%. Já as metralhadoras, foram 12 no período desse ano, contra nove em todo ano passado. Além disso, foram tiradas de circulação 1.032 espingardas, 2.181 revólveres e 555 pistolas.

Em novembro, um curto período de tempo registrou três apreensões em larga escala. Em Feira de Santana, no dia 7 de novembro, um fuzil Airsoft, carregadores, um rifle calibre 22, uma pistola Beretta 635 foram apreendidos por policiais militares. No dia seguinte, em Lagoa Grande, Pernambuco, um fuzil M16 e duas espingardas calibre 12 foram retirados das ruas por oficiais da Cipe/Caatinga e da Polícia Federal. No dia 9, um fuzil 7.62 foi descoberto por policiais civis de Juazeiro.

De acordo com o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, o aumento das apreensões de armas de grosso calibre é explicado pelo trabalho integrado entre as Polícias Civil, Militar, Federal e também Rodoviária Federal. “Essas ações, para terem êxito, precisam de muito trabalho de inteligência policial, e, sobretudode troca de informações entre as forças de segurança”, afirma.

Barbosa ressalta ainda que os números não incluem as apreensões realizadas em conjunto com as polícias em outros estados e as apresentadas na Polícia Federal.
Ainda segundo o secretário, o aumento da pena para o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e sua inclusão no rol dos crimes hediondos são iniciativas positivas. “Entretanto a responsabilidade de fiscalizar a fronteiras, por onde entram essas armas em nosso país, principalmente as de grosso calibre, é do Governo Federal. E, como é feita a contento, o problema recai para as polícias estaduais”, disse.

Até outubro de 2017, policiais civis e militares, responsáveis pelas apreensões, receberam R$ 1 milhão e 466 mil reais com base no Prêmio Especial, instituído pelo Governo do Estado em 2011. A gratificação prevê o pagamento em dinheiro, dividido em três faixas. R$ 300 reais para revólveres 38 e pistola 380; R$ 600 reais para pistolas ponto 40, 45 e 9 milímetros; R$ 1.500 para fuzis, metralhadoras e espingarda calibre 12, por exemplo.

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