Governo amplia crédito do Minha Casa, Minha Vida para famílias de classe média

O Governo Federal anunciou uma mudança significativa nas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, incluindo formalmente famílias de classe média na política habitacional e ampliando o teto de financiamento para até R$ 2 milhões, com juros limitados a 12% ao ano nas operações de crédito imobiliário.

A medida, publicada em veículos de notícias e confirmada por órgãos oficiais, representa uma das maiores expansões do acesso ao crédito para a aquisição da casa própria nos últimos anos.

Segundo as novas diretrizes, famílias com renda mensal mais alta — incluindo aquelas entre aproximadamente R$ 12 mil e R$ 20 mil — agora podem contar com condições de financiamento mais vantajosas pelo programa, que antes era restrito predominantemente a faixas de renda mais baixas. Com o novo limite de valor, imóveis avaliados em até R$ 2 milhões estão elegíveis para financiamento com juros anuais de até 12%, trazendo mais previsibilidade e competitividade frente às taxas praticadas no mercado tradicional.

Autoridades do governo afirmam que a expansão atende a um pedido recorrente de famílias que, apesar de terem renda compatível com a classe média, enfrentavam dificuldades para acessar crédito habitacional com condições atrativas devido a limites de preço e custos financeiros elevados. A mudança está alinhada com uma política mais ampla de inclusão habitacional e estímulo ao setor imobiliário, que, segundo especialistas, pode gerar efeitos positivos na construção civil e na economia em geral.

Além do aumento do valor financiável, outra alteração importante do novo modelo de crédito imobiliário lançado pelo governo prevê o uso de recursos da poupança como norteador da oferta de crédito, com metas para que uma parte significativa desses depósitos seja direcionada a financiamentos habitacionais dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O modelo em transição deve estar plenamente em vigor até 2027, fortalecendo a base de crédito de longo prazo no país.

Especialistas ressaltam que a limitação da taxa de juros em até 12% ao ano para operações dentro do SFH trará mais segurança aos consumidores e deve estimular a procura por imóveis de maior valor, dinamizando segmentos que vinham mais retraídos. A expectativa é que a medida aumente o volume de negócios imobiliários ao longo de 2026 e ajude a reduzir parte do déficit habitacional entre famílias de renda mais elevada, sem perder o foco social do programa.

Essa reformulação no Minha Casa, Minha Vida marca uma transição importante na política habitacional brasileira, com o governo buscando integrar critérios socioeconômicos mais amplos e ferramentas de crédito mais competitivas para atender à crescente demanda por moradia própria no país.

Clique aqui e participe do nosso Grupo no WhatsApp